Estudo: Parábola “O rico e o Lázaro”

O convite hoje é para refletirmos sobre a parábola do “O Rico e o Lázaro” (Lucas 16: 19-31). Eu assisti a encenação dessa parábola na TV esta semana e achei importante entendermos melhor os ensinamentos de Jesus.

Primeiro, vamos analisar o contexto em que Jesus contou essa parábola. Alguns versículos acima, Jesus havia falado sobre o amor ao dinheiro. Em Lucas 16:13 está escrito: “Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará ao outro, ou se dedicará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”. Também é importante conhecermos o público que ouvia a parábola, os fariseus, segundo o que está escrito em Lucas 16: 14: “Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam de Jesus”. Assim, podemos concluir que essa parábola é uma continuação de um ensinamento que vinha sendo desenvolvido por Jesus.

Naquela época, culturalmente, uma pessoa pobre, ou doente, era uma pessoa amaldiçoada, pois estava pagando o preço de algum pecado. Enquanto os ricos eram as pessoas santas, sem pecados para pagar. Por isso, os fariseus (religiosos da época) se consideravam santos, pois como eram ricos não teriam nenhum pecado. Mas Cristo veio para romper essa ideia. Observe essa passagem de João 9: 1-3.

Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: “Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?” Disse Jesus: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.

Portanto, nessa parábola, Jesus dá um ensinamento parecido. A riqueza ou a pobreza não são palavras sinônimas da salvação nem da maldição. Na história existem dois homens:

  1. O Rico: um homem que se vestia muito bem e vivia no luxo todos os dias (um homem santo diante daquela sociedade); e
  2. O Lázaro: um mendigo cheio de chagas (um homem que a sociedade julgava ter muitos pecados para pagar).

Lázaro ficava na porta da casa do Rico esperando por migalhas que caíssem de sua mesa, mas ele não ganhava nada ali. Apenas os cachorrinhos vinham lamber suas feridas. Isso aconteceu até o dia em que os dois morreram. Para surpresa dos que ouviam a história, Lázaro foi para o céu e o Rico foi para o inferno. Do inferno o Rico viu Lázaro e Abraão. Ele chamou Abraão de “Pai”, então ele era um judeu rico, ou seja, um fariseu. O Rico pediu ajuda a Abrão, mas o texto deixa claro que depois da morte não existe nada que possa ser feito. Em seguida, ele pede que seus irmãos sejam avisados, a fim de mudarem suas atitudes (se converterem), mas Abraão responde que eles têm a palavra deixada por Deus, a qual devem ouvir. Acreditar na palavra e se render a sua verdade é a única chance de salvação.

Concluindo, vamos tirar alguns ensinamentos dessa parábola:

  • Nada exterior representa salvação;
  • Deus examina nosso coração;
  • Não é possível amar a Deus e ao dinheiro (obs: a riqueza não é problema, o problema é amar a riqueza e se esquecer de Deus);
  • Depois da morte nada mais pode ser feito;
  • O sofrimento no inferno é eterno; e
  • A única fonte de salvação é Cristo, revelado na palavra de Deus.

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