O que e como falar

 Olá pessoal, hoje vamos continuar estudando um pouco sobre discipulado. Uma dúvida comum é: “Sobre o que falar em um encontro de discipulado?” ou “Quais temas abordar com meu discípulo?”

Para exemplificar sobre o que Paulo ensinava à Timóteo, vou listar aqui alguns assuntos abordados nas suas cartas:

De tudo isso, quero destacar aqui os três últimos: “o que é relevante no reino de Deus”, “pecado” e “leitura e meditação na Palavra”.

1) O que é relevante:

Algo que me chamou bastante atenção durante a leitura das cartas de 1 e 2 Timóteo, foi a insistência de Paulo em orientar Timóteo a focar nas coisas que realmente importam. 

Para Paulo, costumes tolos, preocupações sobre essa vida, brigas, discussões, conversas tolas, paixões da juventude e discussões com quem tinha suposto conhecimento, eram coisas que Timóteo deveria ignorar. Enquanto, rotinas espirituais, proclamação da Palavra, ensino, justiça, fidelidade, amor, paz e propósito eram coisas que ele precisava focar. 

Perceba que nós devemos focar no Reino de Deus, todo resto é secundário e não merece atenção de tal modo que desvie nosso foco do reino. Acredito que esse deve ser um ensinamento extremamente importante, que assim como Paulo devemos “encucar” em nossos discípulos.  

É preciso ensinar que falhas humanas sempre vão ocorrer, mas se perdermos tempo olhando para aquilo que o homem está errando, iremos nos desviar do foco de Deus, o avanço do seu reino. 

2) Pecado

Em relação ao pecado, Paulo instruía Timóteo a agir de maneira preventiva, a orientação era fugir daquilo que poderia o fazer pecar (1 Tm 6:11 e 2 Tm 2:23). De igual modo é muito melhor nós alertarmos nossos discípulos sobre aquilo que eles podem errar do que corrigi-los dos seus pecados. Ensine-os a confessar tentações e eles não precisarão confessar pecados. 

3) Leitura e meditação na Palavra

Esse é o ponto que considerei como ponto mais importante. Paulo orientava sobre a leitura e meditação da Palavra (1 Tm 4:13) (2 Tm 1:13-14) (2 Tm 3:16). Nenhum ensinamento que possamos dar aos nossos discípulos é maior que os ensinamento que o próprio Espírito pode ministrar aos seus corações durante a leitura da palavra.

Portanto, como discipulador, incentive seu discípulo a ler e meditar na Palavra do Senhor. Apenas dessa forma nós estaremos ajudando nossos discípulos a crescerem na vida cristã, de modo a se tornarem filhos maduros, o que de acordo com Paulo, é um dos principais motivos para o discipulado (1 Tm 4:15).

Além de aprendemos o que falar com nossos discípulos, também é muito importante sabermos como falar com eles. Sendo assim, quero mostrar para vocês como Paulo ensinava. Veja os versículos abaixo:

  • “Nenhum soldado se deixa envolver com assuntos da vida civil” 2 Tm 2:4
  • “O atleta não conquista o prêmio se não seguir regras.” 2 Tm 2:5
  •  “O lavrador que trabalha arduamente deve ser o primeiro a colher o fruto do seu esforço.” 2 Tm 2:6
  • “Numa casa grande, alguns utensílios são de ouro e prata, e outros, de madeira e de barro. Os utensílios de mais valor são reservados para ocasiões especiais, e os de menos valor, para uso diário.” 2 Tm 2:20

Lendo esses versículos de forma isolada talvez não faz nenhum sentido para nós. Entretanto, Paulo estava dando à Timóteo exemplos práticos do seu dia a dia para que ele entendesse a mensagem, isso é o que chamamos de contextualização. 

É extremamente importante nos atentarmos para isso toda vez que formos ensinar alguém. Precisamos aproximar o evangelho do contexto cultural, profissional ou familiar da outra pessoa, isso irá permitir que ela entenda melhor a mensagem que precisamos transmitir e assim, facilita a aplicação na sua vida daquilo que aprendeu. 

Por exemplo, não podemos ensinar um adolescente da mesma forma que ensinamos um adulto, precisamos contextualizar a mensagem adaptando o modo de falar e dando exemplos práticos do seu dia a dia, assim como Paulo fazia.  

Também tome cuidado com a forma com que vai orientar seu discípulo. Não assuma uma postura de controle, de julgamento ou de imposição. Oriente-o na palavra, com amor e deixe o espírito agir e guiar suas decisões.

Para finalizar, gostaria de lembrar que Paulo orava por Timóteo dia e noite (2 Tm 1:3), acredito que essa seja uma das chaves para sabermos o quê e como falar com nossos discípulos. A outra chave é o relacionamento.

Discipulado não é um programa, é vida cristã. Sendo assim, por meio da oração e da convivência saberemos exatamente o que abordar o com nossos discípulos.

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